Por causa de ameças, família da enfermeira deixa apartamento onde mora. Segundo delegado, defesa recusou pedido de exame psicológico da criança.
Mulher tortura cãozinho até a morte. (Imagem: Reprodução / G1)Um dos advogados da mulher que espancou e matou o seu próprio cachorrinho dentro de casa, Gilson Afonso Saad, disse neste sábado que ela vai depor sob proteção policial. "Ela está abalada com as ameaças e com a repercussão do caso", afirmou.
A enfermeira está escondida em uma casa na própria cidade. O advogado informou também que ela estaria à disposição da polícia no momento que fosse necessário.
Ainda sem data marcada, o depoimento será em local e data não divulgados. "A nossa intenção é que ocorra rápido. Mas o depoimento depende de uma série de fatores, inclusive da própria disponibilidade da polícia", diz Saad.
Na avaliação do delegado, as medidas de segurança são necessárias para garantir a integridade física da suspeita, pois as cenas chocaram todo o País e causaram revolta popular. Na noite de sexta-feira, várias pessoas ficaram amontoadas em frente ao prédio onde fica o apartamento da família, na Vila Formosinha. O imóvel está fechado. "Encontramos indícios nas redes sociais que o grupo pretendia apedrejar o local e acionamos a Polícia Militar", explicou Carlos Firmino.
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Polícia promete investigar crime contra a criança que viu agressão a cachorro. De acordo com o delegado de Formosa (GO), Carlos Firmino Dantas, a polícia está averiguando se há crime contra a criança que presenciou as cenas de violência. (JATV 2ª Edição - 16/12)
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Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) também vai participar das investigações devido a presença de uma criança que presenciou as agressões, como mostram as gravações. (JATV 1ª Edição - 16/12)
Exame psicológico
Prédio em Formosa onde mora a mulher que assassinou o cachorro (Foto: Rafaela Céo / G1)No vídeo, a mulher aparece espancando o cão na frente da filha de 2 anos. A exposição da criança ao constrangimento é delito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas a polícia investigará se a menina também sofria agressões.
O delegado havia solicitado um exame psicológico da criança para a próxima segunda-feira (19). Mas ele informou que, na sexta à tarde, a defesa dela se opôs ao pedido. "A defesa não concorda com o exame psicológico. O advogado disse que ele só ocorrerá dentro do próprio processo, com ordem judicial", disse.
Saad diz que não se opôs ao pedido, mas questiona a necessidade do exame. "Eu acho que essas coisas não devem ser impostas e sim conversadas. Só que no momento eu acho que não seria de bom tom", argumentou. O advogado entende que a criança é muito bem cuidada e não está em situação de risco.
Multa
Na sexta-feira, a delegacia de Formosa enviou cópia do procedimento para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para que o órgão promova a autuação ambiental. Segundo Carlos Firmino, a multa pode variar de R$ 5 a 10 mil.
Maltratar animais é crime previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98, com detenção de três meses a um ano e multa. A pena é aumentada em um terço em caso de morte do animal.
Assassinato de yorkshire é justificado pela família como consequência de depressão da tutora
Adriana Accorsi, Dir. Geral da Polícia Civil, diz que penalidade é baixa. (Imagem: Reprodução / G1)A família está alegando que a enfermeira Camilla Correa Alves de Moura Araújo, que matou cruelmente o cãozinho yorkshire que deveria ser bem cuidado por ela, sofre de depressão e teve o quadro agravado depois de mudar para a cidade de Formosa e ficar distante dos familiares, que vivem em outro local. Este seria o motivo pelo qual ela espancou e assassinou o cachorrinho em frente a uma criança de pouco mais de dois anos de idade.
O delegado Carlos Firmino Dantas, que investiga o caso, informou hoje que ela vai prestar depoimento na semana que vem. A data ainda está sendo acertada com os advogados da acusada do crime.
A Polícia Civil de Formosa abriu inquérito no último dia 21 para investigar a denúncia crueldade cometida contra umanimal indefeso. Segundo o delegado, a tutora do cachorro afirmou na delegacia, logo após a abertura do inquérito, que agrediu o animal porque estava em um "mau dia".
Gravação
No vídeo, a mulher aparece agredindo violentamente o cão. O animal chega a ser arremessado para o alto e preso dentro de um balde. O vídeo mostra a mulher chutando o cachorro e jogando o animal no chão.
Assista ao vídeo / YouTUBE
Flagrante de crueldade: Enfermeira mata cão yorkshire a pancadas em GO. (YouTUBE)
O delegado disse que a pena prevista por maus-tratos pode chegar a até dois anos, caso a mulher seja processada e condenada. Como as agressões ocorreram em frente a uma criança, informou que a mulher pode ainda ser denunciada com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Novas provas revelam que maus-tratos contra yorkshire eram constantes
IBAMA vai multar a assassina do yorkshire.
A polícia de GO está empenhada em apurar com rigor o caso que chocou o país e que está provocando uma mobilização nacional contra a violência cometida aos animais.
Em entrevista concedida à ativista em defesa dos animais Sheila Moura, presidente da ONG Fala Bicho, o delegado Carlos Firmino Dantas, que investiga o episódio do cão espancado até a morte em GO fornece novas informações sobre o andamento do caso.
Segundo informações do delegado, a denúncia do crime foi feita por vizinhos que moram no andar de cima do apartamento da agressora e as imagens foram registradas por duas menores, que se revoltaram contra os constantes maus-tratos praticados ao animal. Aterrorizadas ao presenciar o grau de crueldade das agressões, as jovens acionaram a polícia em função do estado desesperador em que se encontrava o animal, durante o ato de violência.
Além do vídeo que flagrou a terrível violência cometida nesta terça-feira (13) contra o yorkshire, os denunciantes entregaram à polícia outros vídeos que registraram mais agressões cometidas pela enfermeira Camilla Correa Alves de Moura Araújo.
Segundo depoimento de vizinhos que preferiram não se identificar, a agressora tinha brigas constantes com o marido.
Com medo de ser linchada, Camilla não está na cidade e o seu paradeiro não foi revelado pela polícia.
Acompanhe a entrevista, na íntegra, concedida pelo delegado à ativista Sheila Moura.
Confira a entrevista / YouTUBE
Entrevista exclusiva que foi feita com o Delegado Dr. Carlos Firmino Dantas que nos dá conta dos detalhes do caso. Ele conta, também, que o IBAMA vai multar a assasina do pobre cão. (Entrevista concedida à Presidente Sheila Moura, da ONG "Fala Bicho")
Abalados ficaram todas as pessoas, sem exceção, que souberam do caso. O pobre cachorrinho, vítima inocente e frágil, nunca teve proteção de quem que, por responsabilidade legal, deveria cuidar dele. Ao contrário, foi pela mão da 'tutora' que conheceu a violência, os maus-tratos e a morte cruel. Se depressão, transtornos psicológicos e estresse for justificativa para se cometer crimes, por favor, abram as portas das prisões. Este tipo de argumentação não pode ser atenuante para atrocidades. É preciso que a sociedade fique atenta e mobilizada em relação às apurações e punição desse caso.


































