Especialistas explicam que o degelo acelerado no Norte e o aumento da poluição dos oceanos têm feito crescer o número de focas órfãs.
Filhote foi encontrado num lamaçal de uma praia do Mar do Norte. (Imagem: Reprodução / GLOBO TV)Na Holanda, biólogos e voluntários montaram uma estrutura especial para receber animais pequenos, indefesos e órfãos que têm chegado à costa. Veja na reportagem dos enviados especiais Marcos Losekann e sérgio Gilz.
Pelo choro sofrido já dá para saber que se trata de um bebê em apuros. Um bebêzinho foca, de apenas três semanas de vida, perdido em um lamaçal na beira do mar do Norte. Missão para Lenie't Hart, a fundadora do maior berçário e hospital de focas da Europa.
O centro de pesquisa e reabilitação de focas funciona em Pieterburen desde 1972. Nesses 40 anos, cerca de sete mil animais foram devolvidos ao mar depois de três a cinco meses de tratamento. Mas jamais a presença de foquinhas abandonadas nas praias holandesas foi tão grande. Só neste inverno, 360 filhotes foram resgatados. Isso é quase o dobro da média dos outros anos.
Imagem: Reprodução / GLOBO TVOs especialistas explicam que o degelo acelerado no Hemisfério Norte e o aumento da poluição dos oceanos têm feito crescer o número de focas órfãs. Elas se perdem dos pais, que morrem ou que precisam buscar alimento cada vez mais longe.
Em Pieterburen, as foquinhas são tratadas com todo o carinho por 80 funcionários e voluntários vindos do mundo todo. Entre eles está o biólogo paulistano Richard Barana. Ele dá comida, remédio, cuida de ferimentos.
"Na prática, você está o dia inteiro aprendendo, estudando, trabalhando", conta o biólogo.
A maior conquista do centro é a conscientização. "Antes, as pessoas matavam os filhotes que apareciam nas praias ou simplesmente deixavam morrer. Agora, elas avisam, nos chamam", diz Lenie't Hart. "Quando salvamos um animal desses, quando o devolvemos ao mar forte e saudável, estamos ajudando a construir um mundo equilibrado, perfeito", completa.
Fonte: G1



































