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Aumenta procura por dietas livres de crueldade animal no Brasil

O escândalo revelado pela operação Carne Fraca tem incentivado as pessoas a repensarem seus hábitos alimentares. Veganismo e vegetarianismo são estilos de vida que inibem a exploração animal.

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Há um aumento considerável no interesse das pessoas por dietas livres de crueldade animal, no Brasil. O escândalo da operação Carne Fraca tem servido também para incentivar as pessoas a repensarem seus hábitos alimentares.

De acordo com o presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Ricardo Laurino, um desafio do site da instituição, chamado “21 dias sem carne”, teve um aumento de acessos desde a operação: “Houve um aumento enorme no interesse das pessoas. Muitas entraram em contato diretamente conosco, dizendo ‘me ajude, eu quero parar de comer carne’. Outras buscaram canais automáticos, como o nosso site com o desafio ’21 dias sem carne’. Houve um aumento de 2.500% na busca pelo programa nos três dias após a revelação do escândalo”, conta.

O Desafio 21 Dias Sem Carne é um programa com orientações para quem deseja se iniciar no vegetarianismo. Estão excluídos todos os produtos de origem animal, inclusive ovos e leite.

Na opinião de Laurino, a procura só tende a aumentar: “Eu brinco que podemos jogar fora os números atuais e esperar um mês para conhecer o número real, porque eu acredito que vai crescer muito”. Em uma pesquisa realizada pelo Greenpeace, constatou-se que cerca de 60% da população tem interesse em reduzir o consumo de carne, como conta o presidente: “Além disso, no ano passado, o Greenpeace fez uma pesquisa mostrando que 60% dos brasileiros têm o interesse em reduzir o consumo de carne. É um número bastante expressivo”.

Malefícios da carne bovina

Ricardo Laurino ressalta ainda que, a operação também ajudou a alertar a população sobre os malefícios dos produtos de origem animal mesmo quando eles não estão estragados: “A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou há pouco tempo que os embutidos não oferecem um consumo seguro. Eles aumentam o risco de incidência de câncer. Outros estudos mostram que as pessoas que comem carne têm mais possibilidade de ter problemas cardíacos, como AVC (acidente vascular-cerebral).”

Para o presidente da SVB, o vegetarianismo além de beneficiar a saúde e proteger o meio ambiente, é motivado pela empatia das pessoas com os animais, que não acham justo a exploração que sofrem: “A razão ética cresceu muito, de pessoas que não se sentem bem e não acham justo se alimentar de um produto que provoca a morte e o sofrimento de bilhões de animais”.

De acordo com o Atlas da Carne da organização inglesa “Friends of the Earth” (amigos da terra), existem 375 milhões de vegetarianos no mundo.

Veganos e vegetarianos escolhem estilo de vida que inibe a exploração animal

Decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas e até religiosas.

Neyla Santos tinha apenas treze anos quando, após ver a mãe matando uma galinha, decidiu que não comeria mais carnes de animais. A decisão, porém, foi questionada repetidas vezes pela família, a chegar a um ponto em que a jovem cedeu aos apelos da mãe. “Quem não come carne não tem proteína”, dizia em tom reprovador. No entanto, bastou a independência alcançada com a idade para que ela não tivesse dúvidas: abolir o consumo de carne da sua dieta era a escolha mais acertada a se fazer.

Como Neyla, centenas de outros brasileiros chegaram a essa conclusão. E muito mais que apenas escolha alimentícia, a decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas e até religiosas.

Neyla Santos é vegana e se diz mais feliz e saudável com a opção. (Foto: Glenda Uchôa / ODIA)Neyla Santos é vegana e se diz mais feliz e saudável com a opção. (Foto: Glenda Uchôa / ODIA)

Em Teresina, capital do Piauí, crescem os adeptos das práticas que procuram qualidade de vida através da alimentação saudável, bem como o posicionamento contra a exploração animal. Apesar das dietas vegetarianas e veganas excluírem totalmente o consumo de carne, elas se diferenciam. Enquanto a primeira exclui do cardápio apenas a proteína animal, a segunda abole não só a carne, como também qualquer produto de origem animal. Isso passa pelo leite e seus derivados, ovos, mel, lã, produtos que passem por testes em animais, entre muitos outros.

Vegana há cerca de dez anos, Neyla conta que o seu processo de escolha envolveu uma decisão radical. “Vi no Orkut algumas informações que me contemplaram completamente. Algo que sugeria que, como que nós podemos gostar de alguns animais e aceitar a morte de outros? Depois de ler e me informar, eu parei com a carne. Primeiro foi o porco, depois carne bovina, mas dali a uma semana, em um churrasco de família, quando me ofereceram peixe e eu olhei para o animal, eu soube que não comeria mais nada. Quem ama animais, entende como se dá o processo de matança, não compactua com isso”, relembra.

Hoje, não só ela, como os filhos e o esposo também aderem a uma dieta e conduta que visa não favorecer a exploração animal. Tanto os filhos de 18, 13 e seis anos, quanto o marido, são ovolactovegetariano, em uma dieta que não consome nenhum tipo de carne, mas aceita ovos, leite e alguns derivados de origem animal.

Neyla explica que o processo de adequação alimentar sempre foi natural, sem imposições ou exigências. Assim, a consciência que se tem na família é alcançada de forma coletiva, com diálogo e troca de informações. “O veganismo é consciência, porque sabemos que o especismo não funciona. O que eu não quero para mim como humana eu não vou fazer com um animal, eu não tenho direito de usufruir dele, de tratá-lo como um produto. Os animais são sencientes, eles sentem e tem consciência quando são submetidos a esses horrores”, destaca.

Ela relata os maus-tratos que envolvem toda cadeia de produção animal e reforça o posicionamento contrário ao que é feito na indústria de produção de carnes. “A única coisa que eu me arrependo hoje é de não ter sido vegana há mais tempo. É impossível saber de como as vacas leiteiras são tratadas, as galinhas, os porcos, bois, e aceitar que isso continue a acontecer”, pontua.

Seja no prato, roupas, acessórios ou itens de perfumaria e maquiagem, não entra na vida de Neyla nada que passe pela exploração animal. Como ela, outras milhares de pessoas aderem ao estilo de vida.

Com informações da ANDA e Portal O Dia

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Comentários

ANA
Por favor nescessito de ajuda ,mudou um ser na minha rua ,ela sai e deixa o cach...
Quinta, 21 Mar 2019, 23:54   
Oi queria saber se vcs resgata animais que estão sendo maltratados,minha visinha...
Quinta, 21 Mar 2019, 14:56   
Bom dia, você é de qual cidade? Tenho interesse!
Quinta, 21 Mar 2019, 10:31   
Me ajudem por favor.
Quinta, 21 Mar 2019, 0:30   
Olá Boa noite! Eu tenho um cãozinho e ele ta fomitando demais... Queria a ajuda ...
Quinta, 21 Mar 2019, 0:29   
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