All for Joomla The Word of Web Design

Protetores tentam contornar índice de abandono animal em Teresina

Os espaços escolhidos por pessoas que praticam o abandono de animais domésticos são múltiplos e a atitude, que quase sempre condena os animais à morte, já se tornou hábito em Teresina. Jane Hadhad (APIPA) ressalta que os argumentos usados como motivo para tal ato criminoso são os mais absurdos e injustificáveis possíveis.

1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

Abandono animal acontece por motivos fúteis e não só os cães e gatos são vítimas deste flagelo, também os que são escravizados e explorados para tracionar carroças, em Teresina.

Nas dependências de instituições públicas, praças, parques, estradas, etc. Os espaços escolhidos por pessoas que praticam o abandono de animais domésticos são múltiplos e a atitude, que quase sempre condena os animais à morte, já se tornou hábito em Teresina. Os motivos para o abandono também são diversificados, mas como observa a defensora de animais e diretora da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (APIPA), Jane Hadhad, os argumentos usados como motivo para tal ato criminoso são os mais absurdos e injustificáveis possíveis.

“A grande maioria dos abandonos acontecem por motivos banais: o animal apresenta carrapato, alguma doença, ou as pessoas se mudam para apartamentos. O problema é que não se procura alguém na família ou amigos próximos que possam adotar esse animal e essas pessoas preferem ir pelo caminho mais rápido e mais sofrido, que é o abandono”, explica Jane.

Dados do IBGE estimam que haja ao menos um cão por residência, em 30 milhões de domicílios no país. No Brasil, a estimativa é de que existam 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos domésticos. A pesquisa “Paixão por bichos de estimação”, feita pelo Ibope Inteligência e pelo Instituto Waltham, ligado a fabricantes de ração, aponta que 42% dos tutores de cães e gatos no Brasil não castram seus animais.

Por não castrar, tutores induzem à proliferação desordenada desses animais, tendo como consequência o abandono, o que coloca os animais em situação de vulnerabilidade, maus-tratos e sofrimento. “As pessoas que abandonam não tem ideia do que é o sofrimento que um ser desses passa. Eles sofrem, os animais são sencientes, sentem saudade. Com o abandono, entristecem, fazem greve de fome, porque saem daquela rotina que tinham costume. Muitas vezes, os animais abandonados morrem de fome porque não sabem procurar comida na rua”, afirma Jane.

Animais explorados no transporte de carga

Não só cães e gatos tornam-se vulneráveis ao abandono nos centros urbanos, mas também os animais explorados no transporte de carga. Cavalos e jumentos, que são cruelmente escravizados e submetidos a trabalhos forçados para tracionar carroças, são alvos corriqueiros de atitudes cruéis e violentas, por parte de seus exploradores, os carroceiros.

Em Teresina, esta terrível exploração animal alcança índices alarmantes, onde existem milhares de carroceiros que arrancam o seu sustento do suor e do sangue desses sofridos animais, fazendo uso desta prática medieval e cruel. Pela condição de escravidão que ocupam, esses pobres animais são cotidianamente açoitados e passam por longos períodos de trabalhos forçados, sem direito a descanso e alimentação.

"Na Zona Sudeste, é comum ver que os carroceiros peiam o animal (amarram as patas dianteira e traseira) e isso impede que o animal deite. Ele já passa o dia com uma rotina exaustiva de trabalho e não pode deitar, não tem cocheira boa e fica nesse sol torrencial. É uma vida de sofrimento", considera a defensora.

APIPA sofre com superlotação e acumula dívidas

Um verdadeiro refúgio para animais abandonados. Essa pode ser uma das frases que caracteriza a Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (APIPA), que já tem cerca de dez anos de atuação em Teresina. Com o aumento do abandono animal, no entanto, a instituição funciona, atualmente, com lotação acima de sua capacidade máxima suportada, que deveria ser de 160 animais abrigados. Mas a realidade é bem diferente. São cerca de 380 animais assistidos pela Associação, que tem dívidas de mais de R$ 30 mil para serem quitadas.

Com superlotação, APIPA enfrenta dificuldades para abrigar animais. (Foto: Elias Fontinele / O Dia)Com superlotação, APIPA enfrenta dificuldades para abrigar animais. (Foto: Elias Fontinele / O Dia)

“Funcionamos por doação, mas hoje temos uma dívida de R$ 31 mil, que já fizemos de tudo e não conseguimos sanar. É difícil manter nossa Associação, porque a demanda só cresce e os recursos são cada vez mais escassos”, destaca a diretora Jane Hadhad.

E não é só a conta financeira difícil de ser equilibrada. Enquanto a instituição tem uma demanda enorme para acolher animais abandonados, as adoções tornam-se cada vez mais espaçadas. Na APIPA, muitos animais são considerados residentes, principalmente os mais idosos e os que apresentam alguma limitação, como cegueira ou deficiência física.

“A adoção é um ato de amor, as pessoas não imaginam o bem que faz para elas e, claro, para os animais, o desenvolvimento desses vínculos afetivos”, destaca Jane. A diretora explica que as doações podem ser feitas na sede da APIPA (endereço abaixo), através de contato telefônico (86) 99951-0201 e ainda por meio de depósito bancário.

A APIPA sobrevive unicamente de doações. Ofereça a sua ajuda e um pouquinho do seu amor!

Contas Bancárias da APIPA (doações)*

CNPJ: 10.216.609/0001-56

Banco do Brasil

Ag: 3507-6 / CC: 57615-8

Caixa Econômica Federal

Ag: 0855 / Op: 013 / CP: 83090-0

Banco Santander

Ag: 4326 / CC: 13000087-4

Outras formas de ajudar a APIPA

Novos projetos

Atualmente, a APIPA trabalha arduamente para tornar possível o sonho da construção do seu centro cirúrgico, que beneficiará milhares de animais carentes, além de melhorar a qualidade de vida dos animais residentes, em trânsito ou definitivos e da construção do almoxarifado para abrigar e condicionar os materiais recebidos por doação.

Universidades conscientizam comunidade contra abandono

Ao transitar pelos corredores e espaços das instituições públicas de ensino superior em Teresina é impossível não se atentar ao fluxo contínuo de transeuntes que circulam nos espaços. Mas não só professores, alunos e trabalhadores se destacam no cenário acadêmico. Tanto na Universidade Estadual do Piauí (UESPI) quanto na Universidade Federal do Piauí (UFPI), a presença de cães e gatos faz parte do cotidiano das instituições.

Na UESPI, em decorrência da multiplicação acelerada e abandono de bichanos, a instituição aderiu à luta de conscientização e valorização da vida animal. Através do projeto de extensão “Controle Populacional e Convivência Ética da Comunidade Acadêmica Com os Animais”, abraçado pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID, todos os campi da instituição, como também escolas públicas e a comunidade em geral, foram alcançados com ações que visam despertar a consciência em prol da causa animal.

Assista ao vídeo / Fundação Antares

“Há quatro anos percebemos que a quantidade de gatos estava muito grande aqui no campus do Torquato Neto. Foi quando, em parceria com a professora Bárbara, hoje, vice reitora, começamos a desenvolver campanha de conscientização, não só aqui, mas em todos os campi da Universidade”, explica Lina Santana, que coordena o projeto e cuida dos animais abandonados na UESPI. A instituição chegou a concentrar cerca de 400 gatos, por conta do alto índice de abandono e multiplicação dos animais. “Chegávamos a encontrar caixas com 12 filhotes de gatos, era um cenário preocupante”, ressalta.

Por conta da conscientização promovida pelo projeto, várias ações puderam ser realizadas de modo a dar proteção aos animais que foram abandonados na instituição. Em um primeiro momento, o foco foi vacinar e castrar os animais, de modo a impedir sua reprodução. No entanto, a comunidade externa continuou a abandonar gatos na instituição. Por conta disso, ações mais punitivas também começaram a tomar lugar dentro das mobilizações. Amparado na Lei Federal 9.605/1998, que prevê detenção e multa a quem for denunciado abandonando os animais nas dependências da UESPI.

Como resultado das ações, atualmente, o Campus Torquato Neto concentra em torno de 150 gatos, com a grande maioria dos animais sendo castrados. “As pessoas têm que entender que os animais são uma vida, e vida nós não abandonamos”, finaliza Lina.

Estudantes tentam dar cuidados e carinhos a animais abandonados

Antes de chegar à aula, o afago a um filhote de gato que circula pelos corredores da Universidade Federal do Piauí não atrapalha o percurso da universitária Francisca Almeida, e, muito pelo contrário, a atitude dá mais vida ao dia corrido da estudante. “Não custa nada dar um pouco de afeto aos bichinhos que foram abandonados aqui”, considera a jovem.

Em meio à rotina universitária, alunos cuidam dos animais abandonados no local. (Foto: Elias Fontinele / O Dia)Em meio à rotina universitária, alunos cuidam dos animais abandonados no local. (Foto: Elias Fontinele / O Dia)

Como Francisca, muitos outros universitários dispõem um pouco do seu tempo e recursos para cuidar dos animais que circulam pelos corredores da instituição. Nos centros de ensino como o CCHL e CCE, a presença dos animais, há muito, é tida como parte da rotina da instituição. Mas a instituição e também as ligas acadêmicas se empenham em ações para conscientizar contra o abandono de animais.

“Muita gente traz comida, água, isso a gente sempre vê. Mas é triste saber que há esse tipo de abandono, porque os animais sentem e sofrem com isso”, considera a jovem.

Instituições e Parques

Além das universidades, as instituições públicas, praças e parques são usados para o ato criminoso de abandono de animais. O Parque Ambiental do bairro Mocambinho, Zona Norte de Teresina, também é alvo das ações.

Um funcionário do local, que preferiu não se identificar, afirma que a população costuma abandonar gatos nas dependências do local, que é um espaço de preservação da fauna e flora da cidade. “Tentamos coibir, alertando os vigias, mas muitas vezes não tem jeito. A sorte é que muitas pessoas também passam aqui para adotar os gatinhos”, destaca.

Os que não ganham um lar passam a depender da boa vontade de funcionários e visitantes do local, que colocam água e comida para os bichanos.

Maus-tratos e abandono são crimes

Quando a sensibilidade e respeito à vida de animais somem, entra em ação a 'punição' aos atos de maus-tratos e abandonos. A legislação no Brasil 'protege' os animais desde 1934, data do decreto 24.645, de junho daquele ano, que protege os animais domésticos e silvestres e determina quais atitudes podem ser consideradas como maus-tratos.

Mais recentemente, a lei federal de crimes ambientais nº 9605 de 16 de fevereiro de 1998 reforçou o decreto de 1934 e especificou várias violações e penalidades para aqueles que praticam crimes contra os animais. Segundo o artigo 32 desta lei, é proibido praticar-se quaisquer maus-tratos aos animais. Ferir ou mutilar animais domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime de maus-tratos que tem como pena a detenção de três meses a um ano e multa.

A mesma lei também prevê como crime o abandono do animal. Idem para a prática de experimentos científicos que incorram no sofrimento do animal.

Denúncia

Quando o assunto é denúncia de maus-tratos ou crueldade contra animais, o Brasil possui legislação pertinente e autoridades competentes que são responsáveis pela manutenção da lei e punição de crimes. A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988. A denúncia pode ser feita nas delegacias comuns ou nas especializadas em meio ambiente ou animais*. Também se pode denunciar diretamente ao Ministério Público ou ao IBAMA. Denunciar é ato de cidadania. Não se omita!

As penas para crime de maus-tratos ou abandono podem ser efetivadas por meio de detenção, de três meses a um ano, e multa.

Como denunciar maus-tratos contra animais

Especial Transmídia

O Especial Transmídia apresentado pelo Sistema O Dia de Comunicação nos dias 17 e 18 de junho, teve como tema os animais. Na reportagem, a TV O Dia mostra exemplos de pessoas que vivem para ajudar os animais abandonados em Teresina, resgatando das ruas, cuidando dos doentes e promovendo as adoções (vídeo).

Assista ao vídeo / TV O Dia

CNPJ: 10.216.609/0001-56 | APIPA® - ASSOCIAÇÃO PIAUIENSE DE PROTEÇÃO E AMOR AOS ANIMAIS
Rua Trinta e Oito, 1041 - Loteamento Vila Uruguai - Bairro Uruguai (próximo à UNINOVAFAPI)
Teresina, PI - CEP 64073-167 - (86) 98846-8020 - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - MAPA
Horário de visitação: das 14 às 16 horas, todos os dias, inclusive feriados.

Com informações do Portal O Dia

Classificação Geral (0)

0 de 5 estrelas

Postar comentário

Anexos

termos e condições.
  • NENHUM COMENTÁRIO POSTADO
    SEJA O PRIMEIRO!

Últimas No Piauí

Comentários

Oi queria saber se vcs resgata animais que estão sendo maltratados,minha visinha...
Quinta, 21 Mar 2019, 14:56   
Bom dia, você é de qual cidade? Tenho interesse!
Quinta, 21 Mar 2019, 10:31   
Me ajudem por favor.
Quinta, 21 Mar 2019, 0:30   
Olá Boa noite! Eu tenho um cãozinho e ele ta fomitando demais... Queria a ajuda ...
Quinta, 21 Mar 2019, 0:29   
Tenho um Rotweiler e um Pastor - caso tenha interesse. 9.9902-7821.
Quarta, 20 Mar 2019, 16:45   
Parceiros Colaboradores
  • Restaurante Tomato
  • Pet House
  • Pet of Dreams
  • Criar Centro Veterinário
  • JC Adestrador
  • Clin Pet Veterinária

Newsletter

Assine a nossa Newsletter para receber os informativos da APIPA.
Cadastre-se agora. É gratuito!

Seja um sócio da APIPA

Associando-se à APIPA você vai estar praticando uma importante ação em benefício dos animais desprotegidos.

Seja um voluntário da APIPA

Venha colocar em prática as suas habilidades e o seu talento, em benefício dos animais carentes. Saiba como...